quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Zeppelin

olho o céu em busca do zeppelin, azul no azul, o fogo no ar tento apagar... que nunca se queime o zeppelin, meu pássaro quase vazio, sem engrenagens, sem pressa, sem passagens. não se esqueça do zeppelin e não se esqueça de mim, que também sou zeppelin. no azul, sou azul, no ar, sou leve e queimo, respiro. onde há lugar para o zeppelin? onde há lugar pra mim? cantos esquecidos, por quase ninguém ouvidos, esse canto onde o zeppelin se aboletou em mim.

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