quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Desencanto

o espanto aninhado no canto do lábio, trêmulo, absorto, perdeu-se no ponto final do pensamento que vinha tímido dizer seu amor, dizer as flores, dizer as cores, colibris e querubins... e se perdeu assim, dirigível de cera pertinho do sol assistindo à explosão de Hiroshima: cogumelo de farinha calcinando, prostrando-se sobre as cinzas das ideias de um amor.

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