sábado, 29 de agosto de 2015

Peixeira

porque, quando vira peixe, é sempre um se afogando na superfície. por isso o receio do mar, a aversão ao silêncio do bloco de água escuro que cala a boca do lago, a desconfiança do canto em dó maior da correnteza. sempre essa água nos interstícios das células, nos vãos do corpo, nos ocos... a aguardente que seca. sempre esse medo.

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